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Rondonopolis - Cemitério clandestino”: Politec identifica mais dois corpos

Rondonopolis - Cemitério clandestino”: Politec identifica mais dois corpos

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou mais duas vítimas encontradas em um cemitério clandestino na cidade de Rondonópolis.

Com as identificações que foram confirmadas por meio de exames de DNA, sobe para quatro o número de pessoas reconhecidas entre os onze corpos localizados na área de mata da região da Vila Goulart.

As novas vítimas identificadas foram Lucas Davi da Silva Farias e Pollicarpo Ferreira Alves. Eles foram encontrados enterrados nas proximidades do Rio Vermelho, na mesma região onde os demais corpos foram localizados. A confirmação da identidade ocorreu por meio de exames genéticos realizados no Laboratório Forense da Capital.

Antes dessas identificações, a Politec já havia confirmado os nomes de outras duas vítimas: Luiz Otávio de Souza, de 25 anos, natural de Rondonópolis, e Carla Bruna da Silva Lima, de 35 anos, natural de Lago da Pedra (MA). A identificação ocorreu por meio de exames de impressões digitais realizados pela Politec.

As investigações que geraram a localização dos corpos tiveram início em fevereiro deste ano, após o desaparecimento de um homem na cidade.

Durante a apuração do caso, as autoridades descobriram o local onde os corpos estavam enterrados. Entre os dias 12 e 20 de fevereiro, equipes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e de delegacias regionais participaram de uma força-tarefa para localizar e resgatar os corpos.

Devido ao avançado estado de decomposição, os corpos foram encaminhados para Cuiabá, para exames de DNA. A identificação é realizada com base no Banco Nacional de Perfis Genéticos, um sistema que permite cruzamento de dados genéticos coletados em todo o país. O objetivo é identificar vítimas desaparecidas e auxiliar na elucidação de crimes violentos.

Os familiares de pessoas desaparecidas que ainda não forneceram material genético podem procurar uma das unidades do Instituto de Medicina Legal (IML) para realizar a coleta. O exame é fundamental para agilizar o processo de identificação e fornecer respostas às famílias que buscam pelos entes queridos.

A coleta do material genético é um procedimento simples e indolor, realizado por meio de uma espécie de cotonete que é passado na parte interna da bochecha do doador.

Apenas parentes de primeiro grau – como pais, filhos ou irmãos – podem fornecer as amostras genéticas. As informações serão processadas e inseridas no sistema forense para a comparação com os dados dos corpos encontrados.

Caso o material coletado indique um possível parentesco com alguma das vítimas, os peritos da Politec de Cuiabá entrarão em contato com a unidade de Medicina Legal de Rondonópolis, que será responsável por comunicar os familiares e realizar os procedimentos legais de liberação dos corpos.

A polícia investiga as circunstâncias dos homicídios e se os casos estão relacionados a facções criminosas que atuam na região. Até o momento, informações sobre suspeitos ou eventuais mandantes dos assassinatos não foram divulgadas.

 

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